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Saneamento: 5 milhões de mulheres moram em casas sem água canalizada
Nordeste e Norte concentram 85% dessas mulheres
Radioagência Nacional - Por Sarah Quines*
Publicado em 25/03/2026 08:17
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© Tânia Rêgo/Agência Brasil

Cerca de 5 milhões de mulheres moram em casas sem água canalizada. É o que aponta uma pesquisa da ANA, Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico. Os dados tiveram como base o censo demográfico de 2022 do IBGE e detalham o acesso ao saneamento por sexo, raça e situação de moradia, incluindo favelas e comunidades urbanas.

Uma realidade triste de um direito básico que deveria ser garantido a todos. Direito esse que faz parte dos objetivos de desenvolvimento sustentável da Organização das Nações Unidas, que buscam garantir, até 2030, água potável e saneamento básico de forma universal.

No Brasil, o acesso à água potável aumentou de 95,1%, em 2015, para 98,1%, em 2023.

A capital do Maranhão, São Luís, é a cidade com maior déficit: são quase 39 mil mulheres sem água canalizada. Na sequência, vem Belém, com cerca de 36 mil, e Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, também com pouco mais de 36 mil.

Entre as regiões, o Nordeste e o Norte concentram, juntos, cerca de 85% das mulheres sem água canalizada em casa. O déficit no Nordeste é de 63% e, no Norte, 22%.

A coordenadora de Conjuntura e Indicadores de Recursos Hídricos da ANA, Marcela Ayub Brasil, explica que as mulheres têm maiores taxas de mortalidade relacionadas a serviços inadequados de água, esgoto e higiene.

“Quando olhamos a mortalidade, devido às doenças de circulação hídrica, à falta de saneamento e higiene, a mortalidade, no sexo feminino, é superior: 4,7 óbitos a cada cem mil habitantes. Enquanto a mortalidade masculina atinge em 4,4. É uma realidade que evidencia a maior vulnerabilidade das mulheres a essa falta de serviços de saneamento e higiene”.   

Em relação à rede coletora e ao tratamento de esgotos ou fossas sépticas adequadas, são quase 45 milhões de mulheres no país que não têm acesso a esses serviços. Nas favelas do país vivem quase 4 milhões de mulheres sem esgoto. A maioria dessas favelas se concentra em Manaus, Belém e São Paulo.

Já o indicador que aponta o acesso a instalações para lavar as mãos com água e sabão mostra que são quase dois milhões de mulheres em casas sem banheiro de uso exclusivo no país. No déficit de banheiro exclusivo, as regiões norte e nordeste somam 94% do total.

O levantamento divulgado pela agência escancara as desigualdades de raça, gênero e classe no país e traz dados concretos para a realização de políticas públicas.

*Com produção de Bel Pereira

Fonte: Radioagência Nacional
Esta notícia foi publicada respeitando as políticas de reprodução da Radioagência Nacional.
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